Os distúrbios gastrointestinais funcionais, como a síndrome do intestino irritável (SII) e o supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO), afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Diagnosticar essas condições...
Os distúrbios gastrointestinais funcionais, como a síndrome do intestino irritável (SII) e o supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO), afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Diagnosticar essas condições pode ser desafiador devido à falta de padronização nos métodos de teste e interpretação dos resultados. Recentemente, um consenso norte-americano foi estabelecido para padronizar o uso de testes respiratórios baseados em hidrogênio e metano, trazendo avanços significativos para a prática clínica e pesquisa.
Os testes respiratórios (BTs) são ferramentas diagnósticas que medem os gases produzidos no intestino e expirados pelos pulmões. Esses gases incluem hidrogênio (H₂) e metano (CH₄), que são produzidos pela fermentação microbiana de carboidratos não digeridos no intestino. Ao ingerir um substrato específico, como glicose ou lactulose, e coletar amostras de respiração em intervalos regulares, os médicos podem identificar anormalidades na digestão e na motilidade intestinal.
O metano, produzido por arqueias metanogênicas no intestino, tem um papel crucial na motilidade intestinal. Estudos mostram que níveis elevados de metano estão associados à constipação e ao trânsito gastrointestinal lento. Pacientes com supercrescimento bacteriano predominante de metano (SIBO metano-predominante) frequentemente apresentam sintomas de distensão abdominal e constipação severa. Portanto, medir o metano durante os testes respiratórios pode fornecer informações valiosas para o diagnóstico e tratamento desses pacientes.
O consenso norte-americano estabeleceu diretrizes claras para a realização e interpretação dos BTs. Aqui estão alguns pontos-chave:
Os testes respiratórios com metano oferecem várias vantagens:
Os testes respiratórios com metano são ferramentas valiosas na avaliação de distúrbios gastrointestinais funcionais. A padronização desses testes, conforme estabelecido pelo consenso norte-americano, melhora a precisão diagnóstica e facilita a pesquisa futura. Ao incorporar a medição de metano, os médicos podem oferecer tratamentos mais personalizados e eficazes para pacientes com SIBO e outros distúrbios relacionados.